04
ago
09

Capitulo 3 – Quando nasce um espinho

No momento eu não soube diferenciar o que eu senti. Senti a bala penetrando minha barriga, ardendo como se eu tivesse pulado dentro das lavas de um vulcão que acabara de entrar em erupção. Ouvi gritos desesperados. Tio Jorge urrava de desespero e Liz… Liz gritava como se a dor que ela tivesse sentindo fosse equivalente à dor de um braço arrancado a força. E o ladrão também estava gritando, provavelmente excitado por ter tirado uma vida. Não fui eu quem levou o tiro. Eu temi o pior. Me subiu um sentimento de covardia sem tamanho. Como eu pude fazer aquilo? Dizer que não conhecia a Liz, e ainda por cima sair correndo deixando-a nas mãos do ladrão?  Por que eu fiz isso? Por que eu tinha de correr com uma faca na mão em direção ao desgraçado do ladrão? Agora Liz acabara de correr um risco fatal nas mãos de alguém que sequer conhecíamos, que entrou no mercado apenas para destruir a vida de nós dois.

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03
ago
09

Capitulo 2 – Ela

Liz de Castro. Esse é o nome da única pessoa que me restou, dentre todos que eu acreditava cegamente que eram meus amigos. Tenho um carinho sem tamanho por ela, pois eu sei que ela tem o mesmo carinho por mim, do contrário, ela teria feito exatamente o que todos fizeram no passado.

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03
ago
09

Capitulo 1 – Christian Borges

23 (vinte e três) anos de idade, escritor amador, aluno do curso superior de publicidade e propaganda, passo minhas noites tendo aulas e na grande maioria delas eu escrevo. Posso dizer com completa certeza que 90% do que eu escrevo vai para o lixo. Na verdade eu nunca lembro onde guardo, ou os textos acabam se perdendo em meio a tamanha bagunça que é minha casa e minha bolsa. Apesar de parecer que eu não presto atenção nas aulas, eu consigo assisti-las sempre. Minhas notas não são as melhores da sala, mas também estão longe de ser as piores. Eu tenho certo destaque no aprendizado, estou pouco acima da média dos meus colegas.

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03
ago
09

Introdução

Sou apenas um escritor amador. Não escrevo muito bem. às vezes eu troco acentos, escrevo as palavras com letras que não deviam estar naquele local, pontuação incorreta, acabo até mesmo inventando palavras quando não consigo dizer aquela que eu queria realmente dizer, apenas para substituí-la. Tenho a escrita como um ‘hobby’, escrevo para aliviar, escrevo para desabafar, escrevo por escrever, quando tenho vontade, quando quero assim como quando preciso. De fato, escrevo mais por desabafar do que por qualquer uma das outras alternativas. Escrevo também, pelo simples fato de eu ser terrível com a fala. Não sei de forma alguma me expressar corretamente. Sou alguém que se encaixa no grupo dos realistas/pessimistas, talvez porque eu sempre leve mais em consideração o lado ruim das coisas, os prejuízos, as desvantagens, etc. Isso ajuda as pessoas a não gostarem tanto de mim. Durante um bom tempo achei que eu era muito feio, mas acabei percebendo que não é por isso (ou só por isso, quem sabe), e sim pela forma que eu ajo e penso. Mas ainda assim, sou escritor. Amador, como já disse…

Desta vez resolvi ir além de pequenos textos. Eu tenho uma história para contar. Eu tenho a minha história até hoje, para contar. Não consigo defini-la entre uma história feliz ou uma história triste. Não consigo achar a melhor definição. Ela tem altos, baixos, muito alto e muito baixo, fica difícil classificar algo desta maneira.

Eu me considero um espinho de uma rosa. Não importa quem me relacione comigo, de alguma forma eu sempre machuquei as pessoas, tanto aquelas que são as melhores para mim, quanto aquelas que não são tanto assim. O fato é que eu sempre as machuco, de formas variáveis. Mas além de tudo… Eu me machuco também.

Eu tento, sempre, fazer tudo certo, mas sempre vejo que acertar está bem longe de mim. Às vezes me perco em meus pensamentos, me perco nas palavras, nas vontades… Talvez meus maiores erros sejam: Fazer o que não devo, dizer o que não posso, deixar de dizer o que preciso, e deixar de fazer o que é necessário, mas tudo isso… Sem intenção.

Meu nome é Chris. eu sou O Sr. das Lágrimas.




Christian Borges..

Uma história feliz ou infeliz...

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